Tether (USDT) é uma stablecoin, um criptoativo criado para acompanhar o valor do dólar americano na proporção de 1 para 1. É emitido pela empresa Tether, que afirma manter reservas equivalentes aos tokens em circulação, e roda em várias blockchains, sendo usado em transferências, pagamentos e como referência de preço no mercado cripto. Na Brasil Bitcoin, o USDT é negociado em reais no par USDT/BRL, com depósito via Pix.
Neste guia, você entende o que é Tether, a tese por trás do projeto, como o token funciona, os principais riscos e como comprar USDT na Brasil Bitcoin.
Tether em resumo
- Ativo: Tether (USDT)
- Tipo: Stablecoin atrelada ao dólar
- Rede: Várias (Ethereum, Tron, Solana e outras)
- Lançamento: 2014
- Oferta: Varia conforme emissão e resgate
- Uso do token: Transferências, pagamentos e negociação
- Onde negociar em reais: Brasil Bitcoin, par USDT/BRL
O que é Tether?
O USDT foi lançado em 2014, inicialmente com o nome Realcoin, por Brock Pierce, Reeve Collins e Craig Sellars. A ideia era levar o dólar para dentro das blockchains: cada token representa um dólar e pode circular entre carteiras digitais a qualquer hora, com a mesma rapidez de outros criptoativos.
Diferentemente do bitcoin, cujo preço varia livremente, o USDT busca manter a cotação estável. Para isso, a Tether emite novos tokens quando recebe dólares de clientes e retira tokens de circulação quando eles são resgatados. Com o tempo, o USDT passou a ser emitido em várias redes, como Ethereum, Tron e Solana, e a servir de moeda de referência em muitos pares de negociação.
Em janeiro de 2025, a Tether transferiu sua sede para El Salvador, onde obteve licença como provedora de serviços de ativos digitais.
Qual é a tese por trás de Tether?
O problema que o USDT tenta resolver é a falta de um dólar que circule na internet com a velocidade e o alcance das blockchains. Transferências internacionais tradicionais podem levar dias e passar por vários intermediários, enquanto uma stablecoin pode ser enviada em minutos, em qualquer horário. Quem defende o modelo argumenta que isso amplia o acesso ao dólar digital e a liquidez no mercado cripto.
- Estabilidade para operar: o projeto defende que um ativo atrelado ao dólar permite sair da volatilidade de outros criptoativos sem precisar voltar ao sistema bancário.
- Alcance global: apoiadores argumentam que o USDT funciona como um dólar digital para pessoas e empresas em países com moeda instável ou com acesso limitado a contas em dólar.
- Liquidez em várias redes: por estar disponível em diversas blockchains e ser aceito como par de negociação em muitas plataformas, o USDT é usado como referência de preço e meio de troca.
- Reservas em ativos de curto prazo: a Tether afirma que a maior parte das reservas está em títulos do Tesouro americano de curto prazo, com relatórios periódicos de atestação.
O que precisa dar certo
O modelo depende da confiança de que a Tether tem, de fato, reservas suficientes e líquidas para honrar os resgates. A empresa publica atestações (verificações pontuais feitas por uma firma de contabilidade), mas não uma auditoria completa das reservas, ponto que concentra críticas. A concorrência de outras stablecoins, as novas regras para emissores em vários países e a capacidade de manter a paridade em momentos de estresse também pesam sobre a tese.
Como funciona o USDT
Lastro e reservas
Segundo a Tether, cada USDT tem lastro em reservas mantidas pela empresa. Os relatórios recentes indicam que a maior parte está aplicada, direta e indiretamente, em títulos do Tesouro americano, e que as reservas também incluem ouro e bitcoin, ativos cujo preço oscila. A empresa divulga diariamente a quantidade de tokens em circulação e, a cada trimestre, uma atestação preparada pela firma de contabilidade BDO. A atestação confirma a posição das reservas em uma data específica e não equivale a uma auditoria completa.
Emissão e resgate
Novos USDT são criados quando clientes verificados da Tether entregam dólares e destruídos quando são resgatados. O resgate direto com a empresa exige cadastro aprovado, tem valor mínimo de 100 mil dólares e cobra taxa de 0,1% ou 1.000 dólares, o que for maior. Por isso, a maioria das pessoas compra e vende USDT em corretoras, a preço de mercado, que pode se afastar ligeiramente de 1 dólar. A Tether também pode congelar tokens em endereços específicos, recurso usado em casos de fraude e em investigações.
Histórico regulatório
Em fevereiro de 2021, a Tether e a Bitfinex fizeram acordo com a Procuradoria-Geral de Nova York, que apontou declarações enganosas sobre o lastro em 2017 e 2018. Em outubro de 2021, a CFTC, reguladora de derivativos dos Estados Unidos, multou a Tether em 41 milhões de dólares ao concluir que as reservas não cobriram integralmente os tokens na maior parte de um período analisado entre 2016 e 2018.
Riscos e pontos de atenção
- Perda de paridade: o USDT pode ser negociado abaixo de 1 dólar em momentos de estresse, como já ocorreu em sua história.
- Emissor e reservas: o valor depende da gestão da Tether e da qualidade das reservas, que incluem ativos com oscilação de preço, como ouro e bitcoin, e são verificadas por atestações, não por auditoria completa.
- Regulação: regras para stablecoins estão sendo definidas em vários países e podem restringir a oferta ou o uso do USDT, como ocorreu na União Europeia.
- Congelamento: a Tether pode bloquear tokens em endereços específicos, por exemplo a pedido de autoridades.
- Rede errada: enviar USDT por uma rede diferente da aceita no destino pode resultar na perda dos fundos.
USDT fora das plataformas reguladas da União Europeia
A Tether não pediu autorização sob o MiCA, o marco regulatório de criptoativos da União Europeia. Desde dezembro de 2024, plataformas que atendem clientes europeus passaram a restringir o USDT e, com o fim do período de transição, em 1º de julho de 2026, o token deixou de ser oferecido em plataformas reguladas do bloco. A restrição vale para a União Europeia e não muda o funcionamento do USDT nas blockchains.
Como comprar Tether (USDT) na Brasil Bitcoin
Na Brasil Bitcoin, todo o processo acontece em reais, pelo app ou pelo site, sem precisar de conta em corretora estrangeira.
- Crie a sua conta: faça o cadastro e conclua a verificação de identidade.
- Deposite reais via Pix: o valor fica disponível para negociar assim que o depósito é confirmado.
- Encontre o par USDT/BRL: busque Tether na aba Negociar ou abra direto a página do USDT.
- Compre: na Negociação Básica, informe o valor em reais e confirme. Na Negociação Avançada, você usa o livro de ofertas e ordens limitadas para definir o preço.
- Acompanhe e saque: o USDT aparece na sua carteira na Brasil Bitcoin. Para sacar, confirme sempre o ativo, a rede e o endereço de destino.
O USDT circula em várias redes; ao sacar, confira se a carteira de destino aceita a mesma rede escolhida no envio. As taxas de negociação e de saque estão na página Taxas e Prazos.
Perguntas frequentes sobre Tether
O que é Tether?
Tether (USDT) é uma stablecoin emitida pela empresa Tether e criada em 2014 para acompanhar o valor do dólar americano na proporção de 1 para 1. Segundo a empresa, cada token tem lastro em reservas, compostas principalmente por títulos do Tesouro dos Estados Unidos.
Para que serve o USDT?
O USDT é usado para transferir dólares digitais entre carteiras e países, pagar e receber valores, sair da volatilidade de outros criptoativos sem deixar o mercado e como par de negociação em plataformas. Ele circula em várias blockchains, como Ethereum, Tron e Solana.
Como novos USDT são emitidos?
Não existe oferta máxima fixa. A Tether cria novos tokens quando clientes verificados entregam dólares e destrói tokens quando há resgate, de modo que a quantidade em circulação varia conforme a demanda. Os dados de circulação são publicados diariamente no site da empresa.
Como comprar Tether com Pix?
Na Brasil Bitcoin, abra sua conta e conclua a verificação de identidade. Em seguida, deposite reais via Pix, acesse o mercado USDT/BRL e envie a ordem de compra. O preço em reais acompanha a cotação do dólar e as condições do mercado no momento da compra.
Quais os riscos de investir em Tether?
Os riscos incluem perda temporária de paridade com o dólar, dependência da gestão e das reservas da Tether, mudanças regulatórias, possibilidade de congelamento de tokens e erros de rede no envio. Para quem compra com reais, a variação do câmbio também altera o valor em reais.
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E a Brasil Bitcoin?
A Brasil Bitcoin é uma corretora brasileira de criptoativos, fundada em 2018, com mais de 650 mil clientes e mais de R$ 28 bilhões negociados, em processo de autorização junto ao Banco Central do Brasil. Todo o fluxo acontece em reais, com depósito por Pix e suporte em português, sem precisar de conta em corretora estrangeira. Para comprar Tether e os demais ativos da plataforma, crie a sua conta.
Este conteúdo tem caráter informativo e educacional e não constitui recomendação de investimento. Criptoativos são de alto risco e podem perder valor de forma rápida e permanente. Invista apenas o que você pode perder e faça a sua própria pesquisa.
