Na madrugada de 2 de novembro de 2026, a corretora brasileira de criptomoedas Mercado Bitcoin (MB) sofreu um ataque hacker. A empresa confirmou o incidente na manhã da segunda-feira e suspendeu depósitos e saques. A empresa de segurança Hypernative estima que cerca de US$ 40 milhões foram levados, perto de R$ 217 milhões.

O caso acontece quatro dias depois do hack de US$ 6,3 bilhões da Binance e reacende o debate sobre a segurança das corretoras.

Neste artigo, explicamos o que aconteceu, o que foi levado, o que muda para os clientes e como proteger seus fundos.

O que aconteceu

Segundo a Hypernative, o ataque começou às 23h15 de domingo (1/11), no horário de Brasília, e a maior parte das saídas aconteceu durante a madrugada. Carteiras atribuídas ao Mercado Bitcoin em pelo menos dez redes enviaram fundos ao atacante, entre elas Bitcoin, Ethereum, Solana, Tron, Polygon, Arbitrum, Avalanche, BNB Smart Chain e Stellar (Livecoins).

Na manhã de segunda-feira, o MB confirmou em comunicado no X um incidente de segurança em um de seus sistemas, que diz ter identificado e contido. A corretora afirma que não houve prejuízo aos clientes nem vazamento de dados, e suspendeu depósitos e saques como medida preventiva. Em nota à imprensa, informou que o acesso ao aplicativo também foi suspenso temporariamente (Money Times).

ItemO que se sabe
Início23h15 de 1/11, horário de Brasília
Valor estimado~US$ 40 milhões (~R$ 217 milhões), não confirmado pela corretora
Redes afetadasPelo menos 10, incluindo Bitcoin, Ethereum, Solana e Tron
Depósitos e saquesSuspensos, sem previsão de retorno
Acesso ao appSuspenso temporariamente
Posição da corretoraSem prejuízo aos clientes e sem vazamento de dados

Como o ataque foi feito

Ainda não se sabe. Segundo a Hypernative, os fundos saíram por transferências simples, e não pela exploração de uma falha em contratos inteligentes. Ou seja, as próprias carteiras assinaram as transações para o atacante. Como ele conseguiu acesso para gerar essas assinaturas ainda não foi esclarecido (Livecoins).

As saídas partiram de hot wallets, as carteiras conectadas à internet que as corretoras usam para processar saques. Segundo o portal Viva, as carteiras frias, que guardam a maior parte dos ativos offline, não foram atingidas.

O padrão lembra o da Binance, em que o invasor fez o sistema de assinatura da corretora autorizar saques em várias redes ao mesmo tempo. Até agora, porém, não há indicação pública de ligação entre os dois casos nem atribuição de autoria.

O que foi levado

Pelo levantamento da Hypernative, o atacante detém mais de 200 tokens diferentes. Os principais estão na tabela abaixo (Livecoins).

AtivoQuantidade
Ether (ETH)~2.852 ETH
Bitcoin (BTC)~106 BTC
Solana (SOL)~10,7 mil SOL
Stellar (XLM)~6,7 milhões XLM
Avalanche (AVAX)~77 mil AVAX
XDC Network (XDC)~3,07 milhões XDC
Tron (TRX)~1,7 milhão TRX

O Mercado Bitcoin não confirmou o valor nem a lista de ativos. As estimativas publicadas até agora variam entre US$ 40 milhões e US$ 50 milhões, conforme a fonte.

O que muda para os clientes do Mercado Bitcoin

  • A corretora afirma que não houve prejuízo aos clientes nem vazamento de dados.
  • Depósitos e saques estão suspensos, e não há data anunciada para a retomada (Bitbase).
  • O acesso ao aplicativo foi suspenso temporariamente, segundo nota enviada à imprensa (Money Times).
  • A empresa diz que suas equipes investigam o caso, rastreiam os ativos e coordenam as medidas com as autoridades (Seu Dinheiro).

Uma semana de ataques a corretoras

O caso do MB chega menos de uma semana depois do maior roubo da história do setor. Em 29 de outubro, a Binance perdeu cerca de US$ 6,3 bilhões de suas hot wallets em dez blockchains. A corretora retomou os saques no domingo (1/11), e o FBI atribuiu o ataque à Coreia do Norte (Times Brasil).

No mesmo domingo, o processador de pagamentos BTCPay Server emitiu um alerta de emergência sobre saques não autorizados de hot wallets ligadas a algumas instalações (Bitbase).

CasoDataValor
Binance29/10/2026US$ 6,3 bi
Mercado Bitcoin02/11/2026~US$ 40 mi (estimativa)
Bybit02/2025US$ 1,5 bi

Nesta segunda-feira, o bitcoin era negociado perto de US$ 77 mil, pressionado também por saídas de US$ 643 milhões dos ETFs depois do hack da Binance (BitNotícias).

Como se proteger agora

Golpistas costumam aproveitar casos como esse. Alguns cuidados reduzem bastante o risco:

  • Desconfie de reembolsos e de falso suporte. Mensagens oferecendo devolução de fundos ou ajuda para liberar saques são isca comum. Nenhuma corretora pede sua senha, código 2FA ou frase de recuperação.
  • Use só canais oficiais. Acompanhe atualizações apenas pelo site e pelos perfis oficiais da corretora. Perfis falsos se multiplicam nesses momentos.
  • Não envie fundos para depósitos suspensos. Enquanto os depósitos estiverem parados, evite transferir criptomoedas para a corretora, mesmo para endereços que você já usou.
  • Ative o 2FA. Use autenticação em dois fatores em todas as contas, da corretora ao e-mail.
  • Não concentre tudo em um só lugar. Distribuir seus fundos entre plataformas e carteiras reduz o impacto de um incidente.
  • Evite decisões no impulso. Volatilidade alta e pressa costumam sair caras.

O que ainda não se sabe

  • O valor oficial do prejuízo e a lista completa de ativos levados.
  • Como o atacante obteve acesso para assinar as transações.
  • Quando depósitos, saques e o acesso ao aplicativo serão retomados.
  • Quem está por trás do ataque e se há relação com outros incidentes recentes.
  • Se a corretora vai publicar um relatório técnico ou uma prova de reservas.

E a Brasil Bitcoin?

Para quem quer levar seus fundos para outra plataforma ou continuar negociando enquanto a situação se resolve, a Brasil Bitcoin é a alternativa. É uma corretora brasileira com segurança e robustez para receber suas negociações, com mais de 200 ativos disponíveis.

Quando os saques do Mercado Bitcoin forem retomados, é possível transferir os ativos para a Brasil Bitcoin e seguir operando normalmente.

A Brasil Bitcoin tem 650 mil clientes e R$ 28 bilhões negociados, o que a coloca entre as corretoras líderes da América Latina, e está em processo de autorização junto ao Banco Central. Abra sua conta na Brasil Bitcoin.

Este conteúdo é informativo e não é recomendação de investimento.

Fontes

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