A disparada do dólar depois do segundo turno das eleições pegou de surpresa quem já tinha viagem marcada para o exterior. Na segunda-feira (26), a moeda americana fechou em alta de 8,21%, a R$ 5,40, depois de chegar a subir mais de 12% durante o pregão (InfoMoney).

O movimento veio porque o resultado das urnas contrariou o cenário que o mercado vinha precificando. Para quem estava fechando o roteiro de fim de ano, a conta da viagem chegou a ficar até 15% mais cara, dependendo de quando e como a moeda é comprada.

O peso da alta no bolso de quem viaja

Hotel, passeios, aluguel de carro e compras no destino são pagos em dólar. Quando a moeda sobe, cada item do roteiro sobe junto.

Numa viagem com US$ 3.000 de gastos no destino, só a diferença entre o fechamento de sexta (R$ 4,99) e o de segunda (R$ 5,40) soma cerca de R$ 1.230 a mais (InvestNews). E isso antes dos custos que o viajante já paga normalmente.

O turista não compra o dólar comercial que aparece no noticiário. Ele paga o dólar turismo, que nesta terça (27) estava perto de R$ 5,76, e ainda soma o IOF de 3,5% sobre espécie, cartão pré-pago e gastos no cartão de crédito no exterior (Valor Final).

A reação de quem já tinha o roteiro fechado foi de indignação. Para quem não quer desistir da viagem, a pergunta mudou: como pagar menos pelo mesmo dólar?

Dólar digital: a primeira alternativa no radar

Entre as saídas que os viajantes passaram a buscar, a que mais chama atenção é o dólar digital. São stablecoins como o USDT e o USDC, moedas digitais pareadas ao dólar americano: cada unidade acompanha o valor de US$ 1.

Como a compra acontece direto em plataformas de ativos digitais, o preço fica próximo do dólar comercial, longe do spread das casas de câmbio. Na conta desta terça, US$ 1 no dólar turismo com IOF sai perto de R$ 5,96, enquanto o comercial gira em torno de R$ 5,41.

Somando a diferença de cotação e os custos do dólar tradicional, o dólar digital pode sair até 10% mais barato numa viagem. Comprar a moeda aos poucos, para fazer preço médio, e rever o destino completam a lista de estratégias de quem não quer abrir mão do roteiro.

Onde comprar o dólar digital e como usar na viagem

O dólar digital é comprado em corretoras de ativos digitais, pelo app ou pelo site, em poucos minutos. O caminho até usar o saldo no exterior é este:

  1. Abra sua conta em uma corretora de ativos digitais e faça a verificação de identidade. Prefira plataformas em processo de autorização junto ao Banco Central.
  2. Deposite reais via Pix. O saldo cai na conta em instantes.
  3. Compre o dólar digital (USDT). Dá para comprar tudo de uma vez ou aos poucos até a data da viagem, diluindo a variação do câmbio.
  4. Gaste no destino com um cartão internacional que debita direto do saldo em dólar digital. A compra é feita em dólar, sem conversão para reais no meio do caminho.
  5. Acompanhe os gastos pelo app. O que sobrar continua em dólar, pronto para a próxima viagem.

Onde está o dólar mais barato hoje

Numa compra simulada de R$ 5.500 nesta terça (27), a Brasil Bitcoin teve o dólar mais barato do ranking: R$ 5,3378 por US$ 1. Na mesma simulação, a diferença para a Wise passa de R$ 237 a cada US$ 1.000.

PosiçãoOndeAtivoPreço de US$ 1Recebe com R$ 5.500Custo de US$ 1.000Diferença vs. Brasil Bitcoin
1ºBrasil BitcoinUSDTR$ 5,33781.030,39 USDTR$ 5.337,80–
2ºARQUSDCR$ 5,3680US$ 1.024,58R$ 5.368,00+R$ 30,20 (+0,57%)
3ºWiseUSDR$ 5,5754 (VET)US$ 986,47R$ 5.575,44+R$ 237,64 (+4,45%)
–NomadUSDNão divulgado–––

Cotações coletadas em 27/10/2026, entre 12h12 e 12h14, simulando uma compra de R$ 5.500. Na Wise, o preço considerado é o VET (valor efetivo total). Os preços variam ao longo do dia.

Para comparação, o dólar turismo nas casas de câmbio, com IOF de 3,5%, sai perto de R$ 5,96 por US$ 1 (Valor Final).

E a Brasil Bitcoin?

Na Brasil Bitcoin, o viajante compra o dólar digital e usa o mesmo saldo do começo ao fim da viagem.

Com o Cartão Internacional, um Visa Platinum, as compras no exterior são debitadas direto do saldo em dólar digital, na cotação real do dólar. E com a Conta Global, dá para receber dólar e euro do exterior, vindos de 60 países, com ativação feita pelo próprio cliente no site.

A Brasil Bitcoin tem 650 mil clientes e está em processo de autorização junto ao Banco Central. Conheça a Conta Global e o Cartão Internacional.

Fontes

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29.519.837/0001-23

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