O IOF em compras internacionais com cartão é de 3,5% sobre o valor convertido em reais. A alíquota vale para cartão de crédito, débito e pré-pago, e incide sobre operações de câmbio. Mas o IOF não é o único custo: o spread cambial aplicado na conversão costuma pesar tanto quanto, e aparece bem menos.

Quanto é o IOF hoje

A alíquota atual é de 3,5% sobre o valor da operação, independentemente do tipo de cartão usado, seja crédito, débito ou pré-pago.

Desde julho de 2025, após o Supremo Tribunal Federal restabelecer o Decreto 12.499/2025, as alíquotas em compras internacionais foram unificadas em 3,5% para a maior parte das operações de câmbio de pessoa física, e o cronograma anterior, que previa redução gradual até 2028, foi suspenso. Antes disso, a alíquota para compras com cartão era de 3,38%.

Alíquotas por tipo de operação

Operação IOF
Cartão de crédito internacional 3,5%
Cartão de débito internacional 3,5%
Cartão pré-pago e multimoedas 3,5%
Compra de moeda em espécie 3,5%
Transferência para conta própria no exterior 3,5%
Transferência para investimento no exterior 1,1%

Quando o IOF incide

O imposto é cobrado sempre que há conversão de real para moeda estrangeira. Na prática, isso alcança:

  • Compras em lojas físicas no exterior
  • Compras em sites internacionais que cobram em outra moeda
  • Saques em caixas eletrônicos fora do país
  • Compra de moeda estrangeira em espécie
  • Carga de saldo em conta ou cartão internacional

A alíquota é a mesma nos três tipos de cartão, e o que muda é o momento da cobrança: no crédito, o IOF incide sobre cada transação na fatura; no débito e no pré-pago, é cobrado no momento da conversão ou do carregamento.

Como calcular

O IOF é aplicado sobre o valor da compra já convertido em reais.

Uma compra de US$ 100, com o dólar a R$ 5,40, resulta em R$ 540. O IOF de 3,5% sobre esse valor é R$ 18,90. Total: R$ 558,90.

Mas esse cálculo assume a cotação de referência. É aí que entra o segundo custo.

O spread cambial, que quase ninguém soma

O spread cambial é a diferença entre a cotação do dólar comercial e o valor efetivamente usado pela instituição financeira na conversão da compra.

Ele não aparece como tarifa na fatura. Está embutido no câmbio aplicado. Um spread de 4% sobre a mesma compra de US$ 100 adiciona mais de R$ 20 ao custo, sem nenhuma linha explicando de onde veio.

Somando IOF e spread, o custo real de uma compra internacional costuma ficar bem acima dos 3,5% que a maioria das pessoas espera. Ao comparar cartões, o spread é o número a perguntar.

Existe cartão sem IOF?

Existe, e o mecanismo é o enquadramento da operação.

Cartões de crédito, débito e pré-pago tradicionais convertem reais em moeda estrangeira. Isso é operação de câmbio, e sobre ela incide IOF de 3,5%.

Cartões com saldo em stablecoin funcionam de outro jeito. O usuário adquire um ativo digital com paridade em dólar, como USDC ou USDT, e não moeda estrangeira em operação cambial convencional. O gasto no exterior sai desse saldo que já está em dólar, sem IOF sobre a operação.

É assim que funciona o Cartão Global da Brasil Bitcoin.

Vale a ressalva: o enquadramento regulatório de stablecoins no Brasil está em evolução, e as condições podem mudar.

O que comparar entre cartões

Como a incidência de IOF varia conforme a estrutura do produto, e não conforme o emissor, a comparação útil é outra:

Custo de conversão. Quanto se paga para transformar reais em dólar. É aqui que a diferença entre produtos aparece de verdade.

Spread cambial. A margem embutida na cotação, que não aparece como tarifa. Um produto sem IOF mas com spread de 4% pode sair mais caro que um com IOF e câmbio justo.

Quantas conversões você faz. Converter uma vez custa menos que converter a cada compra.

Onde o saldo fica. Saldo em dólar permite escolher o momento do câmbio. Cartão de crédito comum usa a cotação do dia do processamento, que você não controla.

O Cartão Global da Brasil Bitcoin

O Cartão Global é virtual, com saldo em dólar, para compras online e em lojas físicas no exterior, direto pelo app.

O saldo fica em USDC ou USDT, dólares digitais. Como a aquisição desses ativos não é operação de câmbio convencional, não há incidência de IOF. E como o saldo já está em dólar, a conversão acontece quando você decide, e não a cada compra: você trava a cotação no momento que achar melhor, em vez de descobrir o câmbio só quando a fatura fecha.

Como pedir o Cartão Global: passo a passo

1. Crie sua conta na Brasil Bitcoin

O cadastro é digital e leva poucos minutos. Você precisa de CPF, um documento de identificação com foto e um endereço de e-mail. A verificação é feita dentro do próprio fluxo.

2. Solicite o Cartão Global no app

Com a conta criada e verificada, a solicitação é feita direto no aplicativo. Como o cartão é virtual, não há espera por entrega: ele fica disponível no app.

3. Ative o BB Plus

O BB Plus é o que libera o cartão. A ativação é feita no próprio app, na área de assinatura.

4. Deposite reais e converta para dólar

Deposite via Pix e converta o valor para USDC ou USDT. Esse saldo em dólar é o que abastece o cartão.

Pronto. A partir daí o cartão está disponível para uso em compras online e em lojas físicas no exterior.

Antes de usar, vale saber

Converta antes de precisar. Como você escolhe o momento do câmbio, dá para converter quando a cotação estiver favorável, e não na hora da compra.

Pague sempre na moeda local. Quando a maquininha ou o site oferecer cobrar em reais, recuse. O câmbio aplicado por eles costuma ser pior.

Confira o saldo antes de viagens. Como o cartão gasta do saldo em dólar, é ele que define o limite disponível.

As condições completas, limites e custos ficam disponíveis na área logada, após a criação da conta.

Crie sua conta na Brasil Bitcoin e solicite o Cartão Global pelo app.

A Brasil Bitcoin opera desde 2018 sob o CNPJ 29.519.837/0001-23, com sede em São Paulo.

Perguntas frequentes

Qual o IOF do cartão de crédito internacional?
3,5% sobre o valor da compra convertido em reais.

O IOF do cartão de débito é diferente?
Não. A alíquota é a mesma nos três tipos de cartão: crédito, débito e pré-pago. O que muda é o momento da cobrança. No crédito, incide sobre cada transação na fatura. No débito e no pré-pago, no momento da conversão ou do carregamento.

Existe cartão sem IOF?
Existe. Cartões com saldo em stablecoin, como o Cartão Global da Brasil Bitcoin, operam com aquisição de ativo digital em dólar, e não com operação de câmbio convencional, e por isso não há incidência de IOF. O enquadramento regulatório está em evolução.

O que é spread cambial?
A diferença entre a cotação de referência do dólar e o câmbio efetivamente aplicado pela instituição. Não aparece como tarifa, está embutido na conversão, e pode custar mais que o próprio IOF.

Comprar dólar em espécie é mais barato?
Do ponto de vista do IOF, não: a alíquota em espécie também é de 3,5%. Há ainda outros custos e o risco de carregar dinheiro em viagem.

IOF incide sobre compra em site internacional?
Sim, sempre que a cobrança for em moeda estrangeira.

Como saber quanto paguei de IOF?
No cartão de crédito, o valor aparece discriminado na fatura. O spread cambial, não.

O Cartão Global é físico ou virtual?
Virtual. Fica disponível no app assim que solicitado, sem espera por entrega.

Preciso do BB Plus para ter o cartão?
Sim. A ativação do BB Plus é o passo que libera o cartão.

Em que moeda fica o saldo do cartão?
Em dólar, na forma de USDC ou USDT. A conversão de reais é feita por você, no momento que preferir.

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