Bitcoin (BTC) é uma moeda digital que funciona sem banco central nem empresa por trás, registrada em uma blockchain pública mantida por computadores espalhados pelo mundo. Descrito em 2008 por alguém sob o pseudônimo Satoshi Nakamoto, tem oferta máxima de 21 milhões de unidades, uma regra escrita no próprio código da rede. Na Brasil Bitcoin, o BTC é negociado em reais no par BTC/BRL, com depósito via Pix.

Neste guia, você entende o que é Bitcoin, a tese por trás do projeto, como o token funciona, os principais riscos e como comprar BTC na Brasil Bitcoin.

Bitcoin em resumo

  • Ativo: Bitcoin (BTC)
  • Tipo: Criptomoeda descentralizada
  • Rede: Rede própria (Bitcoin)
  • Lançamento: Janeiro de 2009
  • Oferta: 21 milhões de BTC (teto fixo)
  • Uso do token: Pagamentos e reserva de valor
  • Onde negociar em reais: Brasil Bitcoin, par BTC/BRL

O que é Bitcoin?

O Bitcoin foi apresentado em um documento técnico (whitepaper) divulgado em 31 de outubro de 2008, com o título Bitcoin: um sistema de dinheiro eletrônico ponto a ponto. O bloco inicial da rede, chamado bloco gênese, foi minerado em 3 de janeiro de 2009. A identidade de Satoshi Nakamoto nunca foi confirmada.

A proposta é permitir que duas pessoas troquem valor pela internet sem depender de um intermediário. Em vez de um banco validar as operações, participantes independentes guardam uma cópia do histórico de transações, a blockchain, e concordam sobre a ordem dos registros. Ninguém controla a rede sozinho: mudanças nas regras só valem se forem adotadas voluntariamente por usuários, mineradores e operadores de nós (computadores que guardam e conferem a blockchain).

Cada bitcoin pode ser dividido em até oito casas decimais. A menor fração, 0,00000001 BTC, se chama satoshi, o que permite comprar valores pequenos sem adquirir uma unidade inteira.

Qual é a tese por trás de Bitcoin?

A tese do Bitcoin parte de uma crítica ao dinheiro tradicional: moedas emitidas por governos podem ser expandidas sem limite, o que tende a corroer o poder de compra ao longo do tempo. Quem defende o Bitcoin argumenta que uma moeda com oferta fixa, regras públicas e sem emissor central pode servir como reserva de valor e como forma de transferir recursos sem pedir permissão a ninguém.

  • Escassez programada: o projeto defende que o teto de 21 milhões, conhecido de antemão, torna a oferta de BTC previsível de um jeito que moedas emitidas por bancos centrais não são.
  • Descentralização: quem aposta na rede argumenta que a ausência de um controlador dificulta censura, confisco ou mudanças arbitrárias nas regras.
  • Proteção pelo trabalho computacional: defensores afirmam que o custo de energia e equipamentos da mineração torna caro demais reescrever o histórico de transações.
  • Adoção institucional: para os apoiadores, marcos como o início da negociação de ETFs de bitcoin à vista nos Estados Unidos, em janeiro de 2024, mostram que o ativo vem sendo incorporado ao sistema financeiro tradicional.

O que precisa dar certo

Para a tese se confirmar, o Bitcoin precisa manter a confiança de usuários e investidores sem contar com fluxo de caixa ou com um emissor que sustente seu valor: o preço depende apenas de oferta e demanda. Críticos apontam a volatilidade alta, que dificulta o uso como moeda no dia a dia, o consumo de energia da mineração e a dependência futura das taxas de transação para remunerar os mineradores, à medida que a emissão diminui. A regulação em cada país e a concorrência de outras redes e de stablecoins nos pagamentos também pesam.

Como funciona o BTC

Mineração e prova de trabalho

A rede usa um mecanismo chamado prova de trabalho (proof of work). Mineradores competem para resolver um cálculo criptográfico baseado no algoritmo SHA-256; quem resolve primeiro adiciona um novo bloco de transações à blockchain e recebe bitcoins novos como recompensa, além das taxas pagas pelos usuários. Um bloco é produzido a cada 10 minutos, em média, e a dificuldade do cálculo é recalibrada a cada 2.016 blocos (cerca de duas semanas) para manter esse ritmo. Depois de confirmadas, as transações são irreversíveis.

Emissão e halving

A recompensa por bloco começou em 50 BTC e cai pela metade a cada 210 mil blocos, o que leva cerca de quatro anos. Esse evento é chamado de halving. O halving mais recente, em abril de 2024, reduziu a recompensa para 3,125 BTC por bloco, e o próximo é esperado por volta de 2028. Pelo cronograma, a emissão se aproxima do teto de 21 milhões por volta de 2140.

Atualizações e marcos

Mudanças no protocolo costumam ser feitas por soft forks, atualizações compatíveis com versões anteriores. Em agosto de 2017, o SegWit mudou a forma de registrar assinaturas e abriu caminho para a Lightning Network, uma camada de pagamentos rápidos construída sobre o Bitcoin. Em novembro de 2021, a atualização Taproot adicionou as assinaturas Schnorr, com ganhos de privacidade e eficiência. Em março de 2025, o presidente dos Estados Unidos assinou uma ordem executiva para criar uma reserva estratégica de bitcoin no país.

Riscos e pontos de atenção

  • Volatilidade: o preço do BTC pode oscilar fortemente em curtos períodos, e quedas expressivas já ocorreram em vários ciclos.
  • Regulação: regras sobre criptoativos mudam de país para país e podem afetar negociação, tributação e uso. Em El Salvador, por exemplo, uma reforma de janeiro de 2025 acabou com a obrigação de aceitar bitcoin como pagamento.
  • Custódia: transações não podem ser desfeitas. Enviar BTC para um endereço errado ou perder as chaves de uma carteira própria pode significar a perda definitiva dos fundos.
  • Tecnologia e mineração: a proteção da rede depende da distribuição do poder de mineração, e a concentração em poucos grupos de mineradores e avanços futuros, como a computação quântica, são pontos debatidos pela comunidade.

Como comprar Bitcoin (BTC) na Brasil Bitcoin

Na Brasil Bitcoin, todo o processo acontece em reais, pelo app ou pelo site, sem precisar de conta em corretora estrangeira.

  1. Crie a sua conta: faça o cadastro e conclua a verificação de identidade.
  2. Deposite reais via Pix: o valor fica disponível para negociar assim que o depósito é confirmado.
  3. Encontre o par BTC/BRL: busque Bitcoin na aba Negociar ou abra direto a página do BTC.
  4. Compre: na Negociação Básica, informe o valor em reais e confirme. Na Negociação Avançada, você usa o livro de ofertas e ordens limitadas para definir o preço.
  5. Acompanhe e saque: o BTC aparece na sua carteira na Brasil Bitcoin. Para sacar, confirme sempre o ativo, a rede e o endereço de destino.

O BTC pode ser sacado para carteiras da rede Bitcoin; confira a rede e o endereço antes de enviar. Não confunda com o Bitcoin Cash (BCH), que é outra criptomoeda. As taxas de negociação e de saque estão na página Taxas e Prazos.

Perguntas frequentes sobre Bitcoin

O que é Bitcoin?

O Bitcoin é uma moeda digital descentralizada, descrita em 2008 por Satoshi Nakamoto e lançada em janeiro de 2009. Funciona em uma blockchain pública, sem banco central ou empresa controladora, e permite transferir valor pela internet diretamente entre pessoas, com regras de emissão definidas no código.

Para que serve o BTC?

O BTC é usado para enviar e receber pagamentos, guardar valor e pagar as taxas das transações na própria rede. Muitos investidores o tratam como uma reserva de valor digital por causa da oferta limitada, mas o preço é volátil e pode cair bastante em pouco tempo.

Quantos bitcoins existem?

A oferta máxima é de 21 milhões de BTC, limite fixado no protocolo. Novas unidades entram em circulação como recompensa aos mineradores, e essa recompensa cai pela metade a cada 210 mil blocos (cerca de quatro anos). Pelo cronograma, a emissão termina por volta de 2140.

Como comprar Bitcoin com Pix?

Na Brasil Bitcoin, abra sua conta e conclua a verificação de identidade. Depois, deposite reais via Pix, acesse o mercado BTC/BRL e envie a ordem de compra. É possível comprar frações de bitcoin, sem precisar adquirir uma unidade inteira.

Quais os riscos de investir em Bitcoin?

Os principais riscos são a volatilidade do preço, mudanças regulatórias, erros de envio ou perda de chaves em carteiras próprias, que são irreversíveis, e riscos tecnológicos de longo prazo. O BTC não tem emissor nem fluxo de caixa que sustente seu valor, que depende de oferta e demanda.

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E a Brasil Bitcoin?

A Brasil Bitcoin é uma corretora brasileira de criptoativos, fundada em 2018, com mais de 650 mil clientes e mais de R$ 28 bilhões negociados, em processo de autorização junto ao Banco Central do Brasil. Todo o fluxo acontece em reais, com depósito por Pix e suporte em português, sem precisar de conta em corretora estrangeira. Para comprar Bitcoin e os demais ativos da plataforma, crie a sua conta.

Este conteúdo tem caráter informativo e educacional e não constitui recomendação de investimento. Criptoativos são de alto risco e podem perder valor de forma rápida e permanente. Invista apenas o que você pode perder e faça a sua própria pesquisa.

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