Em outubro de 2025, o Bitcoin passou de US$ 126 mil pela primeira vez. Um ano depois, em 04/11/2026, ele era negociado perto de US$ 78 mil, depois de passar boa parte de 2026 em queda. Para muita gente que acompanha o mercado, esse movimento lembrou um roteiro conhecido: o ciclo do Bitcoin, também chamado de ciclo de 4 anos.

Mas o que é esse ciclo, de onde ele vem e até que ponto ele ainda vale? Este guia explica a relação com os halvings, mostra como os ciclos anteriores se comportaram e apresenta, de forma neutra, os argumentos de quem acha que o padrão continua e de quem acha que ele mudou.

Definição rápida: o ciclo do Bitcoin é o padrão histórico de alta, topo, queda e recuperação que se repetiu a cada cerca de quatro anos, em geral associado ao halving. Ele descreve o passado e não garante o que vai acontecer.

Ciclo do Bitcoin em resumo

  • O ciclo de 4 anos é um padrão histórico de alta forte, topo, queda e recuperação que se repetiu desde 2012.
  • Ele costuma ser associado ao halving, evento que corta pela metade a emissão de novos Bitcoins a cada cerca de quatro anos.
  • Os halvings aconteceram em 2012, 2016, 2020 e 2024. O próximo é estimado para 2028.
  • Em ciclos anteriores, o topo veio entre 12 e 18 meses após o halving, seguido de quedas longas.
  • Há um debate aberto sobre se ETFs e investidores institucionais mudaram esse padrão. Ninguém sabe ao certo, e ciclos passados não garantem nada sobre o futuro.

Ciclo do Bitcoin e halving: o que é o corte de emissão

O Bitcoin tem um limite máximo de 21 milhões de unidades. Novos Bitcoins entram em circulação como recompensa para os mineradores, que validam as transações e registram os blocos na rede. A cada 210 mil blocos, o que leva cerca de quatro anos, essa recompensa é cortada pela metade. Esse corte é o halving.

Halving Data aproximada Recompensa por bloco
Lançamento Janeiro de 2009 50 BTC
1º halving Novembro de 2012 25 BTC
2º halving Julho de 2016 12,5 BTC
3º halving Maio de 2020 6,25 BTC
4º halving Abril de 2024 3,125 BTC
5º halving (estimado) Por volta de 2028 1,5625 BTC

A data exata do próximo halving depende do ritmo de produção de blocos, por isso as estimativas falam em 2028, sem dia fixo. A lógica por trás da teoria do ciclo é de oferta: se a emissão nova cai pela metade e a demanda se mantém ou cresce, a pressão sobre o preço tende a ser de alta. Essa é uma hipótese econômica, sem garantia de resultado.

Como os ciclos se comportaram até aqui

Olhando para trás, cada ciclo teve quatro fases relativamente reconhecíveis: acumulação, alta, euforia com topo e queda prolongada. A tabela abaixo resume os topos e fundos aproximados, em dólar:

Ciclo Topo aproximado Fundo seguinte aproximado
Após o halving de 2012 Cerca de US$ 1.100 (dez/2013) Cerca de US$ 200 (2015)
Após o halving de 2016 Cerca de US$ 20 mil (dez/2017) Cerca de US$ 3.200 (dez/2018)
Após o halving de 2020 Cerca de US$ 69 mil (nov/2021) Cerca de US$ 15.500 (nov/2022)
Após o halving de 2024 Cerca de US$ 126 mil (out/2025) Em aberto

Valores históricos aproximados, que variam conforme a fonte de dados. Desempenho passado não garante resultado futuro.

Dois pontos chamam atenção. O primeiro é o intervalo: em 2013, 2017 e 2021, o topo veio entre 12 e 18 meses após o halving. O topo de outubro de 2025 aconteceu cerca de 18 meses depois do halving de abril de 2024, dentro dessa janela. O segundo é a intensidade: as quedas após cada topo foram grandes, historicamente de 75% a mais de 80%, mas foram ficando um pouco menores a cada ciclo.

Ciclo do Bitcoin 2026: em que fase estamos

Depois da máxima de cerca de US$ 126 mil em 6 de outubro de 2025, o Bitcoin entrou em uma fase de queda. Em 2026, chegou a ser negociado abaixo de US$ 60 mil em alguns momentos, o que representou uma queda de mais de 50% em relação ao topo. Em 04/11/2026, a cotação estava perto de US$ 78 mil. Para quem sentiu o tranco, vale ler o que fazer quando o Bitcoin cai.

Para quem lê o mercado pelo ciclo de 4 anos, esse comportamento se parece com os anos de 2014, 2018 e 2022, que vieram depois de um topo e foram marcados por queda e consolidação. Mas encaixar o momento atual em uma fase do ciclo é sempre uma leitura feita olhando para trás. Não dá para saber, no meio do caminho, se o fundo já passou ou se ainda está por vir.

O ciclo do Bitcoin acabou? O debate sobre os ETFs

Desde janeiro de 2024, os Estados Unidos têm ETFs de Bitcoin à vista, que permitem a investidores tradicionais comprar exposição ao ativo pela bolsa. Isso trouxe gestoras, fundos e empresas para o mercado. Esse movimento alimenta um debate que ainda não tem resposta.

Argumentos de quem acha que o ciclo continua

  • O topo de 2025 veio na mesma janela de tempo dos ciclos anteriores.
  • A queda de 2026 repetiu o padrão de um ano de baixa após o pico.
  • O comportamento de varejo e de mineradores ainda reage ao halving.

Argumentos de quem acha que o ciclo mudou

  • A cada halving, a emissão nova fica menor em relação ao estoque total, então o efeito de oferta pesa menos.
  • Fluxos de ETFs, juros americanos e liquidez global passaram a explicar boa parte dos movimentos.
  • O topo de 2025 foi proporcionalmente bem menor que os anteriores, sem a mesma euforia de varejo.

As duas leituras usam dados reais, e analistas sérios defendem cada lado. Para o investidor, o ponto prático é este: o ciclo pode ajudar a entender o passado, mas não deve ser tratado como calendário de compra e venda.

Como usar essa leitura na Brasil Bitcoin

  1. Acompanhe a cotação do Bitcoin no app da Brasil Bitcoin, olhando o gráfico de prazos mais longos, e não só o dia.
  2. Use o histórico de ciclos como contexto, junto de notícias, fluxos de ETFs, cenário de juros e indicadores de sentimento, como o índice de medo e ganância.
  3. Defina seu objetivo e seu prazo antes de qualquer decisão, independentemente da fase do ciclo.
  4. Se a ideia for investir aos poucos, conheça os aportes periódicos do DCA no Bitcoin, uma alternativa a tentar acertar o fundo.
  5. Para tirar dúvidas sobre halving, mineração ou ETFs, pergunte à SophIA, assistente de IA do app. Ela explica os conceitos, sem recomendar compra ou venda.

Riscos e pontos de atenção

  • Amostra pequena: são apenas quatro ciclos completos ou em andamento. É pouco para tirar conclusões estatísticas firmes.
  • Viés de narrativa: é fácil encaixar qualquer movimento no ciclo depois que ele aconteceu.
  • Fatores externos: juros, regulação, crises e fluxos institucionais podem pesar mais que o halving.
  • Previsões de preço: desconfie de quem promete topo ou fundo com data marcada. Promessas assim são comuns nos golpes com criptomoedas.
  • Volatilidade: quedas de mais de 50% já aconteceram em todos os ciclos. Só invista o que você suporta ver oscilar. Há quem equilibre o portfólio com moeda forte, tema do texto sobre dolarizar parte do patrimônio.

Perguntas frequentes sobre o ciclo do Bitcoin

Quando será o próximo halving?

A estimativa é por volta de 2028, quando a rede atingir o bloco 1.050.000. A data exata depende do ritmo de produção de blocos e só fica clara perto do evento.

O halving faz o preço subir?

Historicamente, os halvings foram seguidos de altas, mas isso não prova que um causa o outro. Outros fatores, como liquidez global e demanda institucional, também influenciaram cada ciclo.

O ciclo de 4 anos do Bitcoin acabou?

Não há consenso. Parte dos analistas vê o padrão mantido em 2025 e 2026, com topo na janela habitual e um ano de queda depois. Outra parte avalia que ETFs e investidores institucionais mudaram a dinâmica. Só o tempo vai mostrar qual leitura estava mais perto da realidade.

Quando começa o próximo ciclo do Bitcoin?

Não existe data oficial. Na leitura tradicional, o próximo ciclo se organiza em torno do halving estimado para 2028, e o ponto de partida seria o fundo do mercado depois do topo de 2025. Esse fundo, porém, só é identificado com certeza olhando para trás.

Qual foi a máxima histórica do Bitcoin?

A máxima registrada até aqui foi de cerca de US$ 126 mil, em 6 de outubro de 2025. O valor exato varia um pouco conforme a fonte de dados.

Dá para usar o ciclo para saber a hora de comprar?

Não de forma confiável. O ciclo descreve o que aconteceu no passado. Ele pode ajudar a entender o contexto, mas não indica o momento certo de entrar ou sair.

Leia também

E a Brasil Bitcoin?

A Brasil Bitcoin é uma corretora brasileira de criptoativos, fundada em 2018, com mais de 650 mil clientes. Na plataforma, você compra e vende Bitcoin e mais de 200 criptoativos via Pix, guarda dólar digital (USDT e USDC) e usa o Cartão Internacional abastecido com esse saldo. E acompanha a cotação do Bitcoin 24 horas por dia, em qualquer fase do ciclo.

Criptoativos são investimentos de risco e sujeitos a alta volatilidade. Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento.

CNPJ

29.519.837/0001-23

Avenida Roque Petroni Junior, 850 Torre Jaceru, 17º Andar - São Paulo

© 2018 - 2026 Brasil Bitcoin Serviços Digitais LTDA

Termos de uso • Políticas de Privacidade